Pular para o conteúdo principal

Somos todos divergentes



Sempre acreditei que em cada pessoa existe algo de especial e, não minto, acredito nisso até hoje. Conheci pessoas animadas, extrovertidas e que não calavam a boca um segundo só e sempre as achei fantásticas, animadas e fáceis de se apegar. Também conheci pessoas caladas, silenciosas e até misteriosas, tímidas e quietas e também sempre as achei fantásticas, porque eu via algo que talvez nem todos vissem: uma identidade, um jeito próprio. E se eu for falar sobre o tanto de "jeitos" que existem por aí eu demoraria muito tempo. 

O fato é que cada pessoa tem algo especial em si. Se o mais extrovertido anima a todos, também é bom conversar com o mais calado, aquele que escuta mais. Se aquele que se amostra é visto muitas vezes como "soberbo", ele também é engraçado, também pode ser amigo. Se o que não é muito "preocupado" com as amizades, ele também pode ser essencial. E é! Nós não precisamos buscar ser algo que não somos só porque acreditamos que se formos diferente as pessoas irão gostar mais de nós. Não é assim que funciona porque cada pessoa tem algo importante em si, em sua vida, mesmo que, muitas vezes, a pessoa não veja a si mesma.

Além disso, também não precisamos ser uma coisa só o tempo todo. Ninguém é um só. Um dia dá vontade de dançar em casa, com música ou sem. As vezes queremos conversar e só conversar uma conversa boa e animada, outras vezes o silêncio parece ser mais confortável. Ninguém é só raiva e estresse e, se for, tem algo de errado aí! Todos temos virtudes e se "exercitarmos" somente uma delas, não dá certo.

OBS.: O livro/filme Divergente trata justamente essa questão, se não ouviu falar, assista ao trailer abaixo:




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Leia mais: Saudade para quê?, Serginho Groisman

Existem jovens que sentem nostalgia por não ter sido jovens em gerações passadas. Saudade do enfrentamento com os militares dos anos 70, da organização estudantil nas ruas, do sonho socialista – comunista – anarquista – marxista – leninista. Ter saudade da ditadura é ter saudade de conhecer a tortura, o medo, falta de liberdade e a morte. Ser jovem naquela época era coexistir com a morte, ver os amigos ser tirados das salas de aula para o pau-de-arara, para o choque elétrico, para as humilhações. Da mesma forma, quem sente nostalgia dos anos 80 se esquece do dogmatismo limitante das tribos daqueles tempos, fossem punks, góticos ou metaleiros. Hoje, é a vez dos playboys – patricinhas – cybermanos – junkies, das raves, do crack, da segurança dos shoppings e do Beira-Mar. Um cenário que pode parecer aborrecido ou irritante para muita gente que tem uma visão romântica de outras décadas. Mas nada melhor que a liberdade que temos hoje para saber qual é a real de uma juventude e de uma soci…

As coisas de antigamente

A minha rua tinha duas árvores. Uma delas ficava no quintal do meu vizinho ruim. O vizinho era ruim, ou melhor, ainda é ruim, não a árvore. Bem, o sol sempre nascia atrás dela e de frente para a porta da minha casa e a gente nunca tinha coragem de levantar pra ver o por do sol. Por sorte, o sol se punha na parte de trás da minha casa e esse a gente sempre olhava da varanda que ainda tem no meu quarto. Bem, não no meu quarto, mas no quarto que era meu. Mas tudo bem, agora ele é ocupado por uma pessoa legal, ou pelo menos, ele parece ser legal, algumas músicas das quais escuta pelo menos são.
O fato é que agora a árvore do meu vizinho não está mais lá: o terreno nem é mais do meu vizinho ruim e a árvore foi derrubada para que o espaço no qual ela ocupava fosse agora transformado em garagem para carros. Os carros agora ocupam o lugar. E aquela árvore foi transformada em enfeite. Algumas partes dela, na verdade, porque o resto foi jogado no lixo. E também não dá mais para ver o sol nasce…

Enough.

Depois de tanto tempo esperando pelas férias, advinha só: faz três dias e já estou procurando o que fazer. Tenho muito, é verdade, inúmeros projetos surgem na minha mente, mas sabe aquela sensação de ter muito o que fazer e nada ao mesmo tempo? As vezes isso dá um vazio, as vezes alívio, agonia... uma mistura de tudo. E, no entanto, quanto a isso não tenho o que fazer. Esperar passar? 
Sinceramente, eu queria mesmo era me aventurar. Fazer coisas novas, diferentes. Hoje vou sair pra correr, mas parece que meu corpo e minha mente exigem mais, queremos mais, mais do que isso. Mais, mais, mais... Mas o "querer mais" as vezes não me leva para lugar algum. Apenas como agora. 
Eu escuto música de todos os estilos, danço, canto... mas ainda não é o suficiente! Por favor, alguém me diga o que será?