10 de novembro de 2014

Aos seres humanos



Fique comigo. Quando o mundo acabar e não restar mais ninguém no planeta. Fique comigo. Quando houverem multidões ao seu redor e principalmente, multidões por você. Fique comigo agora, amanhã, depois e depois de amanhã. Fique durante a noite e durante o dia, e durante o quase-dia, durante o que poderia ter sido um dia. Fique comigo. Só isso. Só duas palavras. Fique comigo. Talvez você nem fique para depois da festa, para arrumar a bagunça, para aguentar os estresses. Talvez você não possa conhecer o amanhecer ou mesmo a meia-noite. Só talvez. E mesmo assim, fique comigo. 

Eu não me importo sobre as suas dificuldades, seus erros, seu passado. Não me importam as suas fraquezas, ou se foram tantas, ou se foram insuportáveis. Ou se forem decepcionáveis. Não me importo. Mas fique comigo. Porque amanhã pode restar todo mundo, mas também pode não haver ninguém. Porque somos da mesma raça, da mesma espécie. Porque temos que estar unidos para tudo. Fique comigo. Para que o mundo não se saia melhor do que nós. Para que sejamos os únicos sobreviventes. Os únicos que restaram nesse mar de angústias e guerras (e eu colocaria guerras sem sentido, mas já houvera alguma com tal característica?). Apenas nós para lutar, para defender, para criticar, amar e perdoar. Fique comigo. Hoje. Mais tarde. Agora. Fique aqui. E seremos evoluídos. Seremos amigos. Seremos justos. Um só. Fique comigo.

À todos. À qualquer um. À ninguém em particular. À África, América, Oceania, Ásia, Europa. Aos seres humanos. À paz.

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